segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Noites da Lua Nova - Os Segredos do Museu

 Museu Municipal de Faro irá revelar segredos escondidos




   Dia 20 de dezembro, noite de Lua Nova, o Museu Municipal de Faro abriu as suas portas aos visitantes noturnos que quiseram penetrar nos arquivos por desocultar. 




O vasto acervo de pintura, o ateliê de restauro, o mirante e a antiga cozinha das religiosas, foram locais revelados ao público, num percurso com a explicação teórica do seu Diretor, Marco Lopes, e da equipa técnica do Museu, composta por Susana Paté, Jorge Manhita e Marta Pereira. 




Este labirinto de descobertas foi pontuado por momentos culturais da responsabilidade do Teatro DoisMaisUm.

   Este evento encerrou a 2ª edição do projeto Noites da Lua Nova, produzido pela Associação Cultural Música XXI, com o apoio da Câmara Municipal de Faro.



Noites da Lua Nova - Ermida de Nossa Senhora do Ó

 


Visita à ermida de Nª Srª do Ó

   Eram as seis da tarde quando a porta de acesso ao Centro Interpretativo do Arco da Vila se
abriu aos curiosos inscritos nesta sessão das Noites da Lua Nova.



 Por detrás dessa porta, anexa ao Posto de Turismo, os cerca de 30 interessados depararam-se com um mundo arquitetónico surpreendente e cheio de recantos inusitados. Através da competente explicação do técnico superior do Museu, Dr. Jorge Manhita, iniciou-se um percurso que esclareceu o público
relativamente à importância da muralha da cidade e das suas portas.


Depois de revelados os segredos do Arco da Vila a porta abre-se para o exterior. 


Aqui o público pôde apreciar o primeiro momento cultural, vislumbrando Patrícia Neto Martins
interpretando na flauta um tema de Haendel. 

Depois desta surpresa o público pôde explorar o monumento, subindo até à torre sineira, que fica por cima da Ermida. Nesse espaço privilegiado, Ana Oliveira deu voz a um poema de Frei António Chagas, acerca do tempo que se gasta sem dar conta. 



A flauta foi novamente protagonista neste espaço e, enquanto o tempo o permitiu, o público visitou mais um recanto, onde o esperava António Gambóias com um poema de Miguel Torga sobre a cruel ampulheta que, indiferente, vai construindo o fio onde se move o passado.



Por fim, Jorge Manhita elucidou o público sobre a construção da ermida da Senhora d’Ambalas
Águas e conduziu-o para o final apoteótico, no interior da ermida, protagonizado pelo grupo
Vá-de-Viró.



   No final, o público satisfeito apenas colocou uma questão: quando, e em que horário
poderemos cá voltar?











Noites da Lua Nova - Capitania do Porto de Faro

 Música XXI retoma o ciclo da Lua com visita à Capitania de Faro

 Foi numa sexta-feira, dia 12 de setembro pelas 18h30 que a Associação Cultural Música XXI retomou as visitas ao Património de Faro, sob a égide da Lua Nova. 



Num prenúncio de preparação para o ciclo invisível da Lua, os visitantes puderam surpreender-se com o espólio do Museu Ramalho Ortigão, criado nos finais do século XIX, por alturas da constituição do Museu Marítimo e Industrial Pedro Nunes, que veio a ser o primeiro espaço museológico no Algarve. 



   No edifício da capitania de Faro este museu marítimo exibe presentemente uma coleção etnográfica sobre a atividade marítima e a pesca algarvia.

   Esta edição das Noites da lua Nova contou com a contextualização do espaço e das diversas instituições que este alberga, pelos serviços da Capitania, e com a explicação detalhada sobre o acervo museológico, pelo Dr. Marco Lopes.


   Os momentos culturais foram da responsabilidade do Teatro DoisMaisUm e do músico Paulo Cabrita.





Este evento é uma coprodução com a Câmara Municipal de Faro e tem o apoio da CCDR – Unidade de Cultura.






Ao pôr do sol abandeira de Portugal é arreada a guardada pelas autoridades do porto marítimo de Faro.



















 

  



domingo, 16 de novembro de 2025

Os mistérios do Arquivo

 

O regresso das Noites da Lua Nova em Faro

 

   A 2ª edição do ciclo Noites da Lua Nova regressou a Faro no do dia 28 de junho. Atendendo ao sucesso deste evento no ano passado, a Associação Cultural Música XXI e a Câmara Municipal de Faro irão promover as visitas noturnas a quatro inusitados espaços arquitetónicos.

   O primeiro foi no Arquivo Distrital de Faro. Edifício notável, que se ergue imponente no centro da cidade, fiel depositário dos documentos que certificaram nascimentos, casamentos e óbitos de inúmeras gerações que passaram pelo Algarve.

   A contextualização histórico-patrimonial esteve a cargo do Diretor do Arquivo, Dr. Paulo Lourenço. Os momentos culturais foram da responsabilidade do grupo de Flautas F3, do Teatro DoisMaisUm e do Grupo Folclórico de Faro. Todos estes grupos contribuíram para que os curiosos pudessem descobrir os cantos e recantos deste imponente monumento, que mantém as suas portas abertas ao público durante a semana. Mas foi no dia 28, pelas 19h30, que se vestiu de luz, música e palavras, desocultando um pouco da sua história.


Os Segredos do Arquivo

Dr. Paulo Lourenço, Diretor do Arquivo Distrital de Faro

                                                                     Grupo de Flautas F3

A Noiva do Arquivo, que procura um homem com um nome sonante
                              
                  Rita Roboredo                                                                              António Gambóias
Rodrigo Fernandes

A poesia de Ramos Rosa descoberta no jardim interior

                                             Um violino tocado por Simão, acompanha a música das palavras




As antigas palavras reveladas através do canto e da dança tradicional
Grupo Folclórico de Faro












Noites da Lua Nova - Arquivo Distrital de Faro


 

Laurinda não foi à Guerra - Reposição

 Um olhar diferente sobre as cicatrizes deixadas pela Guerra Colonial.

O olhar das Mulheres.

As mulheres que ficaram. As que casaram por procuração, as que foram madrinhas de guerra, as que perderam os seus.

"Para as mulheres foi um sofrimento vivido na sombra. Quando tudo acaba, não temos direito a paradas, a medalhas, ou mesmo a um nome inscrito numa pedra. 

Quando tudo acaba, fazemos o que temos a fazer: arrumamos os cacos e continuamos com as nossas vidas"

                                                                                                                        António Gambóias                                                                                                                                                  

Joana Fernandes, Ana Oliveira e Ana Baptista

Catarina Silva



Paulo Cabrita






Nem sempre o Silêncio é de Ouro

 Este trabalho, de cariz pedagógico, pretende alertar para o perigo dos silêncios. Os silêncios consentidos, que levam aos abusos. As lágrimas solitárias que levam às mágoas contidas.

Porque não se pode permitir a violência, não devemos calar mas ter a coragem de denunciar.

Um texto de António Gambóias e a interpretação de Catarina Silva.

Este espectáculo foi apresentado nas Escolas Secundárias Pinheiro e Rosa e João de Deus, em Faro


Cartaz