Visita à ermida de Nª Srª do Ó
Eram as seis da tarde quando a porta de acesso ao Centro Interpretativo do Arco da Vila se
abriu aos curiosos inscritos nesta sessão das Noites da Lua Nova.
Por detrás dessa porta, anexa ao Posto de Turismo, os cerca de 30 interessados depararam-se com um mundo arquitetónico surpreendente e cheio de recantos inusitados. Através da competente explicação do técnico superior do Museu, Dr. Jorge Manhita, iniciou-se um percurso que esclareceu o público
relativamente à importância da muralha da cidade e das suas portas.
Depois de revelados os segredos do Arco da Vila a porta abre-se para o exterior.
Aqui o público pôde apreciar o primeiro momento cultural, vislumbrando Patrícia Neto Martins
interpretando na flauta um tema de Haendel.
Depois desta surpresa o público pôde explorar o monumento, subindo até à torre sineira, que fica por cima da Ermida. Nesse espaço privilegiado, Ana Oliveira deu voz a um poema de Frei António Chagas, acerca do tempo que se gasta sem dar conta.
A flauta foi novamente protagonista neste espaço e, enquanto o tempo o permitiu, o público visitou mais um recanto, onde o esperava António Gambóias com um poema de Miguel Torga sobre a cruel ampulheta que, indiferente, vai construindo o fio onde se move o passado.

Por fim, Jorge Manhita elucidou o público sobre a construção da ermida da Senhora d’Ambalas
Águas e conduziu-o para o final apoteótico, no interior da ermida, protagonizado pelo grupo
Vá-de-Viró.
No final, o público satisfeito apenas colocou uma questão: quando, e em que horário
poderemos cá voltar?