domingo, 16 de novembro de 2025

Os mistérios do Arquivo

 

O regresso das Noites da Lua Nova em Faro

 

   A 2ª edição do ciclo Noites da Lua Nova regressou a Faro no do dia 28 de junho. Atendendo ao sucesso deste evento no ano passado, a Associação Cultural Música XXI e a Câmara Municipal de Faro irão promover as visitas noturnas a quatro inusitados espaços arquitetónicos.

   O primeiro foi no Arquivo Distrital de Faro. Edifício notável, que se ergue imponente no centro da cidade, fiel depositário dos documentos que certificaram nascimentos, casamentos e óbitos de inúmeras gerações que passaram pelo Algarve.

   A contextualização histórico-patrimonial esteve a cargo do Diretor do Arquivo, Dr. Paulo Lourenço. Os momentos culturais foram da responsabilidade do grupo de Flautas F3, do Teatro DoisMaisUm e do Grupo Folclórico de Faro. Todos estes grupos contribuíram para que os curiosos pudessem descobrir os cantos e recantos deste imponente monumento, que mantém as suas portas abertas ao público durante a semana. Mas foi no dia 28, pelas 19h30, que se vestiu de luz, música e palavras, desocultando um pouco da sua história.


Os Segredos do Arquivo

Dr. Paulo Lourenço, Diretor do Arquivo Distrital de Faro

                                                                     Grupo de Flautas F3

A Noiva do Arquivo, que procura um homem com um nome sonante
                              
                  Rita Roboredo                                                                              António Gambóias
Rodrigo Fernandes

A poesia de Ramos Rosa descoberta no jardim interior

                                             Um violino tocado por Simão, acompanha a música das palavras




As antigas palavras reveladas através do canto e da dança tradicional
Grupo Folclórico de Faro












Noites da Lua Nova - Arquivo Distrital de Faro


 

Laurinda não foi à Guerra - Reposição

 Um olhar diferente sobre as cicatrizes deixadas pela Guerra Colonial.

O olhar das Mulheres.

As mulheres que ficaram. As que casaram por procuração, as que foram madrinhas de guerra, as que perderam os seus.

"Para as mulheres foi um sofrimento vivido na sombra. Quando tudo acaba, não temos direito a paradas, a medalhas, ou mesmo a um nome inscrito numa pedra. 

Quando tudo acaba, fazemos o que temos a fazer: arrumamos os cacos e continuamos com as nossas vidas"

                                                                                                                        António Gambóias                                                                                                                                                  

Joana Fernandes, Ana Oliveira e Ana Baptista

Catarina Silva



Paulo Cabrita






Nem sempre o Silêncio é de Ouro

 Este trabalho, de cariz pedagógico, pretende alertar para o perigo dos silêncios. Os silêncios consentidos, que levam aos abusos. As lágrimas solitárias que levam às mágoas contidas.

Porque não se pode permitir a violência, não devemos calar mas ter a coragem de denunciar.

Um texto de António Gambóias e a interpretação de Catarina Silva.

Este espectáculo foi apresentado nas Escolas Secundárias Pinheiro e Rosa e João de Deus, em Faro


Cartaz







domingo, 7 de julho de 2024

Frente a Frente - Que revolução não aconteceu na Revolução?

 

       


             Este é um espetáculo apela não só à memória, mas também à reflexão sobre a nossa responsabilidade 

         para manter o espírito democrático. A partir do encontro inesperado, 28 anos após o 25 de abril de 74,

         entre uma mulher que foi presa e torturada aos 19 anos, e o seu torturador, tocam-se nas feridas e 

        abrem-se novos caminhos  para a discussão. Há revelações, há relatos. De que modo uma ditadura 

        condiciona a vida dos seus cidadãos? Passadas as ilusões da “primavera marcelista”, gente comum,

        mas profundamente empenhada, continuou a enfrentar a fúria de um regime torcionário.

    Estes relatos impressivos de coragem no sofrimento podem parecer-nos estranhos à distância dos 

temposmas relembram-nos que uma consciência informada nos permite resistir, que as nossas

pequenas vitórias nos conduzem a outro caminho e a um desfecho mais justo.

Cinquenta anos volvidos sobre a revolução de Abril, e quando atravessamos tempos tão 

conturbados, é chegado o momento crítico de nos questionarmos: 


                 que revolução não aconteceu na revolução?           

Teatro Rápido - O meu nariz nunca se engana

 

Dia 28 de julho, na sede da Associação Cultural XXI, o grupo de teatro DoisMaisUm apresentou a segunda produção do projeto Teatro Rápido.

António Gambóias encenou um divertido monólogo intitulado “O meu nariz nunca me engana“.

O trabalho, interpretado por Ana Isabel Baptista, é uma crítica subtil a um modo de viver de uma classe alta, que assume um comportamento pouco convencional, através do discurso de uma personagem simples de fala solta e maliciosa.

O texto tem um final inesperado que obriga a uma reflexão sobre os julgamentos precipitados que muitas vezes fazemos sem que deles nos apercebamos.

Este espectáculo, apresentado nos dias 28 e 29 de julho voltará à cena proximamente por insistência do público que, por ter tido lotação esgotada, não o conseguiu ainda apreciar.

Este é o conceito de teatro, apoiado pela Direção Regional da Cultura do Algarve, tem como fito promover uma maior intensidade dramática, uma vez que se aposta na proximidade entre o público e o actor.


António Gambóias e Ana Isabel Baptista


Noites da Lua Nova - Tipografia União

 


Lua Nova de regresso para desocultar mais um espaço

 

   Foi no dia 24 de fevereiro que a Associação Cultural Música XXI mergulhou nos segredos de uma antiga tipografia, fundamental para a região. Trata-se da Tipografia União, que funcionou entre 1909 e 2013 e está prestes a tornar-se num núcleo museológico da imprensa escrita no Algarve.

   Nesta visita mais inusitada, o público teve acesso, não só às salas de redação, onde as ideias se tornavam notícia, mas também àquele lado oculto dos obreiros que transformavam as notícias em matéria palpável: a oficina.





   A visita contou com a presença da Drª Alexandra Gonçalves, responsável pela equipa que irá fazer o estudo para a criação do núcleo museológico, mostrando que a história daquele espaço não se confina a Faro, mas abarca uma região culturalmente relevante e da investigadora Patrícia Palma, que irá revelar-nos pormenores de um mundo invisível que marcou a vida desta tipografia.


César matoso cantando o Fado "Escada sem Corrimão", de David Mourão-Ferreira




César Matoso cantando sobre as coisas pequenas da vida


   O momento cultural foi da responsabilidade de César Matoso e a criação dramatúrgica, com a assinatura de Ana Oliveira e António Gambóias, recriou a história de um casal que se conheceu naquele local e ainda está entre nós para contar a história. A interpretação contou com os atores Joana Coelho e Vítor Pereira.

Joana Coelho e Vítor Pereira


A Drª Alexandra Gonçalves e o Dr. Marco Lopes falaram do entusiasmo necessário ao empreendimento do futuro Museu da Imprensa, projetado para este espaço.

Drª Alexandra Gonçalves e Dr. Marco Lopes



Noites da Lua Nova - A Sé de Faro e o seu órgão de tubos

 



A Música XXI retomou o ciclo da Lua em novembro. Foi no dia 19 de novembro que a Associação Cultural Música XXI retomou o ciclo da Lua, desta vez, com uma visita noturna à Sé Catedral de Faro.

Neste espaço sagrado e notável da arquitetura da cidade os visitantes puderam usufruir de um enquadramento histórico e cultural da Sé pelo notável historiador Francisco Lameira, de um momento teatral que conta o processo de criação, construção e montagem do grande órgão da Sé e da explicação técnica que desvendou alguns dos segredos guardados nos mecanismos desse órgão pelo reconhecido mestre organeiro Dinarte Machado.

O organista Ricardo Starkey acompanha a história do grande órgão da Sé de Faro

Catarina Silva interpretando o aprendiz de carpinteiro que vai construir o órgão

Ana Isabel Baptista interpretou o mestre carpinteiro, mostrando os planos de montagem do órgão

Os artífices metem mãos à obra

Padre Damião contrata o italiano Pascoale Oldovini, para a restauração do órgão da Sé

Metre Francisco pinta o órgão ao gosto da época, com "chinoiseries"

O momento teatral, encenado por Ana Oliveira a partir de um texto de Patrícia Neto Martins contou com a interpretação de António Gambóias, Ana Isabel Baptista e Catarina Silva.

O projeto Noites da Lua Nova teve o patrocínio da Câmara Municipal de Faro e o apoio do programa PAACA da Direção Regional da Cultura do Algarve

Noites da Lua Nova - Seminário de S. José

 «Noites da Lua Nova» é uma atividade que a Associação Cultural Música XXI levou a cabo a partir do dia 14 de outubro e que permitirá dar a conhecer algum património escondido e pouco conhecido em Faro.

«O desafio é descobrir alguns tesouros do património mais reservado de Faro, convidando o público interessado a inteirar-se sobre o que se esconde por detrás das frontarias», de acordo com a organização.


Seminário de S. José



   O primeiro monumento a abrir as suas portas foi o Seminário de São José de Faro, que, como sítio de recolhimento e oração, manteve alguns dos seus espaços vedados ao público.

  Ainda assim, os participantes puderam, a partir das 21h00, inteirar-se da história daquela instituição, quer através do enquadramento histórico-cultural, a cargo de Andreia Fidalgo, docente na Universidade do Algarve, quer através do testemunho do Reitor do Seminário, Padre António de Freitas.

   A descoberta deste monumento implicou a realização de um percurso pelo seu interior, ao longo do qual surgiram momentos culturais, protagonizados pelo coro de câmara da Sé Cantate Domino, dirigido pelo maestro Rui Jerónimo; pelo consort de flautas F3, composto pelas intérpretes Patrícia Martins, Marta Rijo e Eva Domingos; e, ainda, pela poesia dita pelo ator António Gambóias.

   O projeto «Noites da Lua Nova» pretende que, na fase da lua que representa o período mais fértil para se dar início a tudo o que for inovador, se possa começar uma nova proposta de descoberta e revelação do património da cidade.

    A iniciativa teve financiamento da Câmara Municipal de Faro e da Direção Regional da Cultura do Algarve e o apoio do Seminário de S. José, de Faro.

Rota das Capelas convida a uma procissão diferente - Sumertime

   A Rota das Capelas teve um ingrediente especial: Entre a Capela de Stº António dos Capuchos e a Ermida de S. Sebastião o público foi convidado a fazer esse pequeno percurso pela trombista Vera Rocha, ao som do tema Sumertime. Um momento inesquecível!










Rota das Capelas - A Capela de Stº António do Alto

 A Capela de Stº António do Alto


   O dia 26 de março, marcou o final de um percurso iniciado em Dezembro, com a Rota das Capelas, em Faro. Esta viagem, produzida pela Associação Cultural Música XXI, compreendeu a passagem por outros três templos de reconhecido interesse patrimonial; A Igreja da Misericórdia de Faro, a Igreja de Santo António dos Capuchos e a Igreja de S. Sebastião.

Dr. Daniel Santana

   Desta vez foi a ermida de Stº António do Alto a protagonista de um breve desfiar de histórias desenhadas ao longo do Tempo. Nesse domingo, pelas 17h00, a apresentação desta emblemática capela esteve a cargo do historiador Daniel Santana, que enquadrou o público no seu contexto histórico e artístico.   



Gonçalo Pescada

   Os momentos culturais foram protagonizados pelo músico Gonçalo Pescada, intercalando momentos de poesia dita pelos atores António Gambóias e Ana Oliveira.

Ana Oliveira



António Gambóias



     Este projeto contou com o apoio da Direção Regional da Cultura do Algarve, da Câmara Municipal de Faro da paróquia de S. Pedro e da Misericórdia de Faro.